sábado, 29 de maio de 2010

Um dia pra lembrar...

______________________________________________

Fui acordada com o cheiro do café fresco e pão quente. Já sabia o que me esperava na mesa: uma variedade de geléias, queijos e pães, ovos mexidos fumegando no prato, o bacon recém frito e aquele homem em pé, segurando o bule com o café, seminu, sorrindo, me desejando um bom dia.

Só podia estar vivendo um sonho! Me ajeitei, ainda meio sonolenta, meus cabelos negros deslizando sobre o hobe de seda, sorri para ele, peguei uma torrada, e comecei a morder. Ele me serviu o café, olhei para ele e lembrei da noite que passamos juntos.

Nos encontramos em um restaurante conceituado da cidade, cada um na sua mesa. Jantávamos sozinhos. Eu, pensando nos novos projetos da empresa e em como diminuir o fluxo de pessoal. Estava entretida em um novo projeto. Rabiscava na agenda as possibilidades, e, vez ou outra, pegando um pouco da salada, sem muita convicção de que era aquilo que deveria comer naquele dia.

Ele, com o celular na mão, mandava mensagens incessantemente, falava, e comia, sem saborear o baby beef que pediu. Meu celular tocou alto. Nossos olhares se cruzaram por um instante. Pudera, a uma música não era nada convencional. Uma peça de ópera francesa. Ele, intrigado, me olhou, eu retribuí o olhar e desliguei a ligação. Voltei às minhas anotações e não percebi que ele se aproximava. Ergui o olhar e lá estava ele, sorrindo.

Esqueci completamente o que estava fazendo, me perdi por alguns segundos. Ele esticou a mão, se apresentou e pediu licença para sentar. Fiquei sem reação e apenas acenei com a cabeça.

Ele foi direto ao ponto. Jamais encontrou alguém que gostasse de ópera, ainda mais aquela específica, ao ponto de colocá-la como toque no celular. Sorri. E me soltei. Ópera é um assunto do qual sei e gosto de falar, não encontro homens que gostem de ouvir e que identifiquem com apenas alguns segundos ouvindo. Chamamos o garçom, pedimos um vinho. Fechei minha agenda. Ele desligou o celular. Conversamos sobre assuntos variados e divertidos. Esquecemos completamente o mundo de afazeres e preocupações.

Pedimos a conta a contragosto, apreciamos demais a presença um do outro, e não desejávamos nos afastar. Saímos do restaurante e eu ligava para um taxi. Ele me interrompeu e me levou até o seu carro. Disse que me levaria em casa e acabamos descobrindo que morávamos no mesmo bairro. Paramos em frente ao meu prédio, ele parou, nos despedimos, trocamos telefones, e fui a direção á portaria. Ele saiu do carro, correu até mim, me segurou, e me beijou intensamente. Naquele momento, soube que ia dormir com ele.

Ele pediu para eu fazer companhia a ele naquela noite, eu não pude rejeitar o convite. Entrei novamente no carro, fomos para a sua casa em silêncio, entramos, ele me ofereceu outra taça de vinho, conversamos, nos beijamos, nos tocamos e ele me levou para o quarto. Tive a melhor noite de sexo que posso me lembrar. Com muito respeito, tesão e impulsividade.

Dormimos abraçados, e fui acordada com o cheiro do café fresco, e pão quente...

Ps: Casei-me com ele.

-------
mari@malvadas.org

Clique aqui e visitem o site e so tem textos legais! =)

0 Comentários:

Postar um comentário

Você pode utilizar:
<b>NEGRITO</b> | <em>ITÁLICO</em> | <a href="LINK">TEXTO DO LINK</a>